Falta de medicamentos para reumáticos

Falta de medicamentos para reumáticosFalta de medicamento no SUS pode deixar 57 mil sem tratamento para doenças autoimunes. 

Falta de medicamentos para reumáticos

Falta de medicamentos para reumáticos: O medicamento Adalimunabe, usado no tratamento de doenças reumatológicas, dermatológicas e inflamatórias intestinais é mais um dos remédios para pacientes imunomediados que enfrentam o desabastecimento no SUS. Até o final do segundo trimestre o remédio pode faltar para 57 mil pacientes.

O Movimento Medicamento no Tempo Certo, feito pela BioRed Brasil, organização não governamental que reúne associações de pacientes de todo Brasil mobilizadas por medicamentos, fez o alerta e o levantamento dos dados e vem contatando o poder público para tentar evitar que pessoas com doenças imunomediadas como a artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondilite anquilosante e a doença de Chron, fiquem sem o tratamento adequado.

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Falta de medicamentos para reumáticos

O fornecimento do Adalimumabe é irregular desde o segundo semestre de 2020. Entre os meses de janeiro a março de 2021, o movimento recebeu 700 denúncias sobre falta do medicamento em todos os 27 estados brasileiros.

O Adalimunabe é um medicamento muito importante porque reduz os sinais e sintomas das doenças reumáticas que são tratadas com ele, além de inibir a progressão, ele ajuda na remissão delas. Ficar sem esse medicamento prejudica o progresso do tratamento realizado.

Entraves administrativos

Segundo dados do DATASUS, hoje no Brasil 57.957 pacientes recebem Adalimumabe 40 mg do SUS por meio da Farmácia de Alto Custo. Para suprir a demanda para o 1º trimestre seria necessário o envio de 173.871 caixas, porém, em janeiro o Ministério da Saúde enviou para as Secretarias Estaduais de Saúde abastecerem as farmácias durante 3 meses, 87.795 caixas com 2 seringas, doses que atenderam os primeiros 39 dias de 2021.

Diante deste cenário e considerando a demanda atual do medicamento e o baixo quantitativo em estoque, o Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, em nota técnica, comunicou que em 2021 não realizou a compra do medicamento adalimumabe por questões administrativas internas, informando ainda que a previsão de regularização no abastecimento está prevista para acontecer entre os meses de abril a junho deste ano .

Em audiência pública, o departamento de compras do Ministério da Saúde informou que o processo de licitação para compra do medicamento será realizado na segunda quinzena de abril ou em maio com cinco empresas podendo participar. Já a 1ª entrega só deve acontecer 30 dias após assinatura do contrato, deixando os pacientes sem medicamento até que seja concluído o processo de compra. Assista a audiência pública neste link: https://youtu.be/9Vx0mnkfZIc

Medicamentos não idênticos

Com cinco marcas diferentes habilitadas a participarem da licitação, haverá ainda a possibilidade do Ministério da Saúde comprar marcas diferentes de adalimumabe, estabelecendo a troca automática, ampliando a possibilidade do mesmo paciente receber marcas diferentes da molécula adalimumabe.

Ocorre que esses medicamentos biológicos não são idênticos e podem promover diferentes reações imunogênicas, assim como a falta de evidências robustas que suportem a intercambialidade entre estes produtos, principalmente a alternância repetida entre eles.

Com base na recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Movimento Medicamento no Tempo Certo teme que a substituição automática do medicamento possa ser feita sem que haja conhecimento nem autorização do médico responsável pelo paciente, o que não é recomendável.

Em 2018 a ANVISA publicou uma revisão da Nota de Esclarecimento (n°003/2017), trazendo as recomendações sobre o conceito de intercambialidade, orientando os passos a serem seguidos para fazer o intercâmbio de remédios, como a análise de estudos pelas empresas, dados de literatura, a avaliação médica em cada caso, o que não está sendo feito pelo MS.

O Movimento Medicamento no Tempo Certo, conta com o apoio do escritório de advocacia Arraes e Centeno, atuando na defesa dos direitos dos pacientes que encontram-se com o seu direito fundamental de acesso a tratamentos negligenciados pelo poder público.

Fontes: Artrite Reumatoide e Arraes e Centeno

Contatos para Imprensa:

Priscila Torres. jornalista, coordenadora da Biored Brasil

(11) 94758-4001

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Arraes e Centeno

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